2007/10/16

Desde há muito.................... Até quando?


2007/08/27

Devíamos jantar sempre juntos!

Lindo.
Acolhedor.
Amigo.
Foi a forma como 29' nos recebeu no seu doce lar.
Fica a memória de uma noite de muitas surpresas.
Na foto Redlips e os seus belos rapazes, 29', arabie e a sua princesa.

Como diria no primeiro post a Sleep Well "está nas nossas mãos queremos acordar sempre juntos...mas deveríamos".

P.S. Corto nem penses que te vamos pagar para escreveres. O blog tem custo zero.

2007/08/18

Um dia destes

2007/08/12

A380


Ver as pessoas sem olhar a raças e credos



"Dez anos depois, está de regresso a Portugal e outros países da Europa a campanha "Todos Diferentes, Todos Iguais", que pretende ajudar a semear, sobretudo junto dos mais jovens, sementes contra a intolerância. Ontem, a acção - que se tem pautado, nos últimos três meses, pela realização de acções e debates promovidos por associações - assumiu contornos mais mediáticos, com o lançamento, em Leiria, de três filmes e diversos cartazes. "Quando vês nacionalidade, raça ou credo, não vês a pessoa" é o alerta da campanha que envolve, na organização, o Conselho da Europa, a secretaria de Estado da Juventude e do Desporto e o Instituto Português da Juventude."
A sociedade portuguesa é uma sociedade tolerante", considerou Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, frisando que a actualidade da campanha se justifica com o facto de "dificilmente uma sociedade moderna conseguir atingir o dia em que conclua que não é preciso fazer mais nada na luta contra a discriminação". "Há sempre alguma coisa que é preciso fazer", sustentou.
O governante explicou ainda que, como Portugal preside, neste semestre, à União Europeia, se pretende que a campanha "se desenvolva de uma forma muito forte".
A apresentação foi feita em Leiria, no dia em que a cidade recebeu o jogo de futebol F.C.Porto-Sporting. O encontro foi aproveitado para chamar a atenção sobre a questão. E, sublinhou o secretário de Estado, o futebol é um exemplo de tolerância. "Jogadores de várias nacionalidades dão o seu contributo e, coordenados por um treinador, jogam em equipa, puxando todos para o mesmo lado", afirmou, acreditando que este exemplo pode ser "passado para o mundo, de forma a que se torne mais igual e fraterno".
A ex-atleta olímpica Rosa Mota, o actor Rodrigo Menezes e a apresentadora Marta Leite Castro são alguns dos rostos mediáticos da campanha.

2007/08/07

Petição: PEÇA A EXINÇÃO DE Elton John PARA SALVAR A INTERNET....

Elton John pede a extinção da Internet para salvar a indústria musical
LONDRES, 1 AGO (ANSA) - O cantor britânico Elton John pediu a extinção da Internet, já que, segundo a estrela do pop, "ela está destruindo a indústria musical e as relações interpessoais".
"A Internet fez com que as pessoas deixem de se comunicar e se encontrar e evitou que coisas fossem criadas. Em vez disso, (os artistas) se sentam em suas casas e criam seus próprios discos, que algumas vezes são bons, mas que não têm uma visão artística a longo prazo", afirmou.
"Estamos falando de coisas que vão mudar o mundo e a forma como as pessoas escutam música e isso não vai ocorrer enquanto continuarem aumentando os blogs na Internet", acrescentou.
Elton John pediu que as pessoas "saiam mais e se comuniquem". "Esperamos que o próximo movimento no mundo da música acabe com a Internet. Saíamos às ruas, marchemos e façamos protestos, em vez de nos sentarmos em casa e entrarmos em blogs", disse.
O músico defendeu "o fechamento por cinco anos da Internet para ver que tipo de arte se
produz neste período". "Há muita tecnologia disponível. Estou certo de que em termos de música, (sem a Internet) seria muito mais interessante do que agora", disse.
O cantor de 60 anos disse que é um "tecnófobo" e que muitas vezes se sente "atrás dos tempos modernos".
"Não tenho telefone celular, nem iPod ou nada parecido. Quando tenho que compor música, simplesmente me sento em frente ao piano", afirmou.
O último disco de Elton John, "The Captain & The Kid", vendeu apenas cem mil cópias e o músico culpou os downloads pela Internet pela forte queda de vendas. (ANSA)

2007/08/03

Magnífico Rally das Tascas de Fão - 2.ª tentativa

Manda a milenar tradição que no já no próximo dia 14Agosto2007 se realize uma cruzada báquica na qual as armas são substituídas por copos.
Trata-se do Magnífico Rally das Tascas de Fão - 2.ª tentativa.
De tal sorte, “os do costume” “amandaram-se” para a realização de um pertinente, eficaz e “irrespondível” questionário, o qual terá que “ser respondido” durante todo o trilhar dos aventureiros concorrentes, “tal como um penico deve estar debaixo de uma cama, uma chinela no frigorífico ou um garrafão no jardim”.
De facto, rezam as crónicas, que nesta antiquíssima vila piscatória se piscava o olho às raparigas enquanto languidamente se deglutia o conteúdo de um copo, porque nestas coisas de copos, o que interessa é o conteúdo e não o continente.
A cominação para quem não responder às irrespondíveis perguntas, é a costumeira: falha uma, vem porrada… e pau… e cacete…, sendo que, levarás na tabuleta também pelos séculos e séculos amen.
Digam, então, os senhores peritos… ...C = P x (1/i - (1+ i)/ [(1+ i)n x i)] + P x (1+ i)-n , correspondendo o C ao capital a depositar no primeiro ano, o P, à prestação a pagar anualmente, o i é a taxa de juro que se fixou no caso em 7% e o n, corresponde ao número de anos de vida activa do ???? até aos 65 anos, esclarecendo-se ainda que o n, funciona como potência e não como multiplicador, como parece resultar da apresentação gráfica....?

SleepWell (mais velha....)

E, para quem se esqueceu..... há sempre um modo de lembrar.

SleepWell parabenizou....
Foi em 30Julho...
Dizem, os que por lá estiveram, que foi um "sufoco" esperar pela mesma....

Andreia Queirós e João Pedro Cid


Axis Ofir tem patente até 31 de Agosto, uma mostra de pintura de Andreia Queirós e João Pedro Cid.
A entrada é gratuita.
Subordinada ao tema “Pintar e Amar em Ofir”, a exposição que o hotel Axis Ofir acaba de inaugurar reúne 33 obras, retratando em linhas modernas a paixão de dois artistas – Andreia Queirós e João Pedro Cid – pela pintura abstracta.
Juntos na vida e na arte, os autores, cuja mostra fica patente até 31 de Agosto, confessam que “a tela e o pincel são os ingredientes para um estado total libertação”, seja quando pintam em conjunto ou individualmente.
Os quadros agora expostos no Axis Ofir evidenciam a predilecção de ambos em combinar a pintura acrílica com diversos materiais, como balsa, areia, tecido, papel, gesso e jornal, entre tantos outros.
Ao referir-se às inúmeras telas que fazem parte do seu portfólio, Andreia Queirós sublinha que o resultado final aperfeiçoa os sentimentos que dá com as mãos a esboços e ideias. Com formação artística – licenciatura em Educação Visual –, fez também incursões pelo ensino, dedicando-se há 17 anos a uma grande paixão: a pintura.
Em “Pintar e Amar em Ofir” é possível apreciar dois quadros especiais para a autora, que carinhosamente os designa de “percursos de vida”.
Licenciado em Engenharia Física, João Pedro Cid desde cedo se habituou a percorrer o país por motivos profissionais. E, o que começou com um passatempo há cerca de sete anos, rapidamente se tornou num dos centros da sua atenção: o artista encontrou na pintura a forma de expressar o fascínio pela geometria e a engrenagem entre peças, características que marcam a generalidade das obras que apresenta.
Para ver todos os dias, no Axis Ofir, 33 obras que transmitem a alma de pintar e amar em Fão, de um casal que reside nesta Vila.

Experiências positivas...


Há experiências pelas quais nunca passei....
Há experiências pelas quais nunca havia passado....
Há experiências pelas quais já passei...
Uma das que já passei e que me marcou pela positiva foi bem recente.
Tratou-se de "aturar" a Redlips e os índios...
Valeu a pena.
Estás convidada para novas férias....

2007/07/25

Mariza - Agosto2007


Mariza vai percorrer nove pontos da Rota do Património Nacional, com a tournée intitulada “Uma viagem a locais históricos”.
Da Fortaleza de Sagres ao Castelo de Guimarães, a fadista promete encantar o país.
“É um privilégio cantar nestes locais históricos e incentivar o público a visita-los, partilhando ao mesmo tempo a minha música”, explicou Mariza esta manhã, numa conferência de imprensa, na Culturgest, em Lisboa.
A fadista, que passou os últimos dois anos numa tournée mundial que a levou às mais míticas salas de espectáculo dos cinco continentes, será acompanhada pela Orquestra Sinfonietta de Lisboa. Quanto ao reportório, a fadista garante que será baseado no espectáculo dado na Torre de Belém, que originou o DVD “Concerto em Lisboa”.
Esta não é a primeira vez que Mariza se empenha no apoio à promoção do património nacional, tendo também participado recentemente na eleição das Sete Maravilhas de Portugal. Os espectáculos, que se realizarão durante o mês de Agosto, contam com o patrocínio exclusivo da Caixa Geral de Depósitos. A produção ficará ao cargo da Música no Coração e da Praça Latina.(1)

CALENDÁRIO: 14 Agosto – Sagres, Fortaleza; 15 Agosto – Palmela, Castelo;17 Agosto – Tomar, Convento de Cristo; 19 Agosto – Évora, Arena d’Évora; 21 Agosto – Guimarães, Castelo (Campo de São Mamede); 25 Agosto – Sintra, Palácio Nacional de Sintra; 28 Agosto – Porto, Praça da Cordoaria; 30 Agosto – Óbidos, Cerca do Castelo

Sociedade (002)

O Público.
Diz-nos MANUEL ALEGRE, sob o título "
Contra o medo, liberdade"





"Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra eles lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á.

Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE. Casos pontuais em si mesmos inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela.
Não vivemos em ditadura, nem sequer é legítimo falar de deriva autoritária. As instituições democráticas funcionam. Então porquê a sensação de que nem sempre convém dizer o que se pensa? Porquê o medo? De quem e de quê? Talvez os fantasmas estejam na própria sociedade e sejam fruto da inexistência de uma cultura de liberdade individual.

Sottomayor Cardia escreveu, ainda estudante, que "só é livre o homem que liberta". Quem se cala perante a delação e o abuso está a inculcar o medo. Está a mutilar a sua liberdade e a ameaçar a liberdade dos outros. Ora isso é o que nunca pode acontecer em democracia. E muito menos num partido como o PS, que sempre foi um partido de homens e mulheres livres, "o partido sem medo", como era designado em 1975. Um partido que nasceu na luta contra a ditadura e que, depois do 25 de Abril, não permitiu que os perseguidos se transformassem em perseguidores, mostrando ao mundo que era possível passar de uma ditadura para a democracia sem cair noutra ditadura de sinal contrário.

Na campanha do penúltimo congresso socialista, em 2004, eu disse que havia medo. Medo de falar e de tomar livremente posição. Um medo resultante da dependência e de uma forma de vida partidária reduzida a seguir os vencedores (nacionais ou locais) para assim conquistar ou não perder posições (ou empregos). Medo de pensar pela própria cabeça, medo de discordar, medo de não ser completamente alinhado. No PS sempre houve sensibilidades, contestatários, críticos, pessoas que não tinham medo de dizer o que pensam e de ser contra quando entendiam que deviam ser contra. Aliás, os debates desse congresso, entre Sócrates, eu próprio e João Soares, projectaram o PS para fora de si mesmo e contribuíram em parte para a vitória alcançada nas legislativas. Mas parece que foram o canto do cisne. Ora o PS não pode auto-amordaçar-se, porque isso seria o mesmo que estrangular a sua própria alma.

Há, é claro, o álibi do Governo e da necessidade de reduzir o défice para respeitar os compromissos assumidos com Bruxelas. O Governo é condicionado a aplicar medidas decorrentes de uma Constituição económica europeia não escrita, que obriga os governos a atacar o seu próprio modelo social, reduzindo os serviços públicos, sobrecarregando os trabalhadores e as classes médias, que são pilares da democracia, impondo a desregulação e a flexigurança e agravando o desemprego, a precariedade e as desigualdades. Não necessariamente por maldade do Governo. Mas porque a isso obriga o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) conjugado com as Grandes Orientações de Política Económica. Sugeri, em tempos, que se deveria aproveitar a presidência da União Europeia para lançar o debate sobre a necessidade de rever o PEC. O Presidente Sarkozy tomou a iniciativa de o fazer. Gostei de ouvir Sócrates a manifestar-se contra o pensamento único. Mas é este que condiciona e espartilha em grande parte a acção do seu Governo.

Não vou demorar-me sobre a progressiva destruição do Serviço Nacional de Saúde, com, entre outras coisas, as taxas moderadoras sobre cirurgias e internamentos. Nem sobre o encerramento de serviços que agrava a desertificação do interior e a qualidade de vida das pessoas. Nem sobre a proposta de lei relativa ao regime do vínculo da Administração Pública, que reduz as funções do Estado à segurança, à autoridade e às relações internacionais, incluindo missões militares, secundarizando a dimensão administrativa dos direitos sociais. Nem sobre controversas alterações ao estatuto dos jornalistas em que têm sido especialmente contestadas a crescente desprotecção das fontes, com o que tal representa de risco para a liberdade de imprensa, assim como a intromissão indevida de personalidades e entidades na respectiva esfera deontológica. Nem sobre o cruzamento de dados relativos aos funcionários públicos, precedente grave que pode estender-se a outros sectores da sociedade. Nem ainda sobre a tendência privatizadora que, ao contrário do Tratado de Roma, onde se prevê a coexistência entre o público, o privado e o social, está a atingir todos os sectores estratégicos, incluindo a Rede Eléctrica Nacional, as Águas de Portugal e o próprio ensino superior, cujo novo regime jurídico, apesar das alterações introduzidas no Parlamento, suscita muitas dúvidas, nomeadamente no que respeita ao princípio da autonomia universitária.

Todas estas questões, como muitas outras, são susceptíveis de ser discutidas e abordadas de diferentes pontos de vista. Não pretendo ser detentor da verdade. Mas penso que falta uma estratégia que dê um sentido de futuro e de esperança a medidas, algumas das quais tão polémicas, que estão a afectar tanta gente ao mesmo tempo. Há também o álibi da presidência da União Europeia. Até agora, concordo com a acção do Governo. A cimeira com o Brasil e a eventual realização da cimeira com África vieram demonstrar que Portugal, pela História e pela língua, pode ter um papel muito superior ao do seu peso demográfico. Os países não se medem aos palmos. E ao contrário do que alguém disse, devemos orgulhar-nos de que venha a ser Portugal, em vez da Alemanha, a concluir o futuro Tratado europeu. Parafraseando um biógrafo de Churchill, a presidência portuguesa, na cimeira com o Brasil, recrutou a língua portuguesa para a frente da acção política. Merece o nosso aplauso.

O que não merece palmas é um certo estilo parecido com o que o PS criticou noutras maiorias. Nem a capacidade de decisão erigida num fim em si mesma, quase como uma ideologia. A tradição governamentalista continua a imperar em Portugal. Quando um partido vai para o Governo, este passa a mandar no partido, que, pouco a pouco, deixa de ter e manifestar opiniões próprias. A crítica é olhada com suspeita, o seguidismo transformado em virtude.

Admito que a porta é estreita e que, nas circunstâncias actuais, as alternativas não são fáceis. Mas há uma questão em relação à qual o PS jamais poderá tergiversar: essa questão é a liberdade. E quem diz liberdade diz liberdades. Liberdade de informação, liberdade de expressão, liberdade de crítica, liberdade que, segundo um clássico, é sempre a liberdade de pensar de maneira diferente. Qualquer deriva nesta matéria seria para o PS um verdadeiro suicídio.

António Sérgio, que é uma das fontes do socialismo português, prezava o seu "querido talvez" por oposição ao espírito dogmático. E Antero de Quental chamava-nos a atenção para estarmos sempre alerta em relação a nós próprios, porque "mesmo quando nos julgamos muito progressistas, trazemos dentro de nós um fanático e um beato". Temo que actualmente pouco ou nada se saiba destas e doutras referências.

Não se pode esquecer também a responsabilidade de um poder mediático que orienta a agenda política para o culto dos líderes, o estereótipo e o espectáculo, em detrimento do debate de ideias, da promoção do espírito crítico e da pedagogia democrática. Tenho por vezes a impressão de que certos políticos e certos jornalistas vivem num país virtual, sem povo, sem história nem memória.

Não tenho qualquer questão pessoal com José Sócrates, de quem muitas vezes discordo mas em quem aprecio o gosto pela intervenção política. O que ponho em causa é a redução da política à sua pessoa. Responsabilidade dele? A verdade é que não se perfilam, por enquanto, nenhumas alternativas à sua liderança. Nem dentro do PS nem, muito menos, no PSD. Ora isto não é bom para o próprio Sócrates, para o PS e para a democracia. Porque é em situações destas que aparecem os que tendem a ser mais papistas que o Papa. E sobretudo os que se calam, os que de repente desatam a espiar-se uns aos outros e os que por temor, veneração e respeitinho fomentam o seguidismo e o medo.

Sei, por experiência própria, que não é fácil mudar um partido por dentro. Mas também sei que, assim como, em certos momentos, como fez o PS no verão quente de 75, um partido pode mobilizar a opinião pública para combates decisivos, também pode suceder, em outras circunstâncias, como nas presidenciais de 2006 e, agora, em Lisboa, que os cidadãos, pela abstenção ou pelo voto, punam e corrijam os desvios e o afunilamento dos partidos políticos. Há mais vida para além das lógicas de aparelho. Se os principais partidos não vão ao encontro da vida, pode muito bem acontecer que a recomposição do sistema se faça pelo voto dos cidadãos. Tanto no sentido positivo como negativo, se tal ocorrer em torno de uma qualquer deriva populista. Há sempre esse risco. Os principais inimigos dos partidos políticos são aqueles que, dentro deles, promovem o seu fechamento e impedem a mudança e a abertura.

Por isso, como em tempo de outros temores escreveu Mário Cesariny: "Entre nós e as palavras, o nosso dever falar." Agora e sempre contra o medo, pela liberdade."

Estranho este Portugal... cada vez mais estranho...
Ou normal?
Fico na dúvida.

Sociedade (001)


Diário de Notícias.

Diz-nos LICÍNIO LIMA, sob o título "Gémeas abrem guerra Norte-Sul"

"De repente, surgem no caso de corrupção desportiva Apito Dourado" duas irmãs gémeas a personalizar uma guerra Norte-Sul, com o esfregar de mãos e sorrisos irónicos de alguns observadores à espera do apito final para, com os destroços, definirem estratégias.

De um lado, Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa, acusada pela irmã de ser manietada pelo Sul, por influência do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e com o apoio de elementos da Polícia Judiciária (PJ) e do Ministério Público (MP). Do outro lado, Ana Maria Salgado Curado, acusada pela irmã e pelo pai de, por alegada debilidade mental, apoiar o lobby do Norte envolvido no caso, pela mão de Pinto da Costa. Com jornalistas a aparecer no meio do teatro de operações. Junto ao presidente do FC Porto, Felícia Cabrita. Ao lado do presidente do Benfica, Leonor Pinhão.

Ana Maria Curado surge como um vendaval no meio de um jogo que parecia adormecido pelo cansaço. De repente é noticiado que, em depoimento no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto, a 27 de Junho, terá dito que a sua irmã Carolina fora aconselhada de forma inusitada por um elemento da PJ que integrava a equipa liderada por Maria José Morgado. A procuradora-geral adjunta, conhecida por defender os seus colaboradores, avança com uma queixa-crime por difamação contra a irmã de Carolina.

Ana Maria Curado, em entrevista à SIC, diz mais: que o livro Eu, Carolina, que incrimina Pinto da Costa e outros dirigentes desportivos e árbitros, terá sido patrocinado por Luís Filipe Vieira, e que este terá influenciado os depoimentos da sua irmã. Entretanto, alguns órgãos de comunicação social vão dando voz ao pai das gémeas, que lamenta a doença bipolar de Ana Maria. Felícia Cabrita, volta a classificar Carolina de "imatura". Leonor Pinhão lamenta que Ana Maria só surja depois de Pinto da Costa ter sido acusado pelo MP.

No meio de tudo isto, outros acusam a equipa liderada por Maria José Morgado de ter usado Carolina, sobrevalorizando os seus depoimentos a partir do livro, para manter Pinto da Costa na ribalta do caso, mantendo, assim, o "Apito Dourado" na fila da frente da memória mediática. E há quem acuse Ana Maria de, ao serviço de alguém, pretender desacreditar o trabalho do MP, para, no fim, desacreditar, também, todo o processo de corrupção desportiva, transformando-o num confronto Porto-Benfica. Ou Norte-Sul."

Concluindo....
Este Portugal está cada vez melhor.
Viver aqui, definitivamente, é um luxo (além de hilariante).